
Igreja Nossa Sra da Boa Viagem
A Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem é uma construção barroca, construída entre 1710 e 1720. Passou por diversas intervenções, mas origina-se de uma capela iniciada em 1709. É a edificação mais antiga de Itabirito e uma das principais referências religiosas, patrimoniais e culturais dos habitantes da cidade. Em seu interior é possível encontrar belíssimos altares entalhados e folheados a ouro no estilo Rococó. Além das expressivas pinturas, possui uma sequência de quadros no forro da nave principal, representando as frases da Ave-Maria - possivelmente o único exemplar no mundo. No altar principal, observa-se a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira de Itabirito, trazida pelos portugueses no início da colonização de Minas Gerais. Os pináculos das torres em talhe piramidal são esculpidos em granito, uma obra-prima da cantaria portuguesa. |
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Igreja Nossa Sra. do Rosário
Edifício tombado pelo Patrimônio Histórico Federal, a igreja está localizada no alto da Rua do Rosário, no centro histórico da cidade. Foi construída no início do século XVIII por escravos pertencentes à Irmandade dos Pretos de Nossa Senhora do Rosário de Itabira. Sua construção é relativamente simples, com destaque para a portada em pedra entalhada e os altares profusamente ornamentados, em autêntico estilo Barroco. Infelizmente a belíssima imagem de Nossa Senhora do Rosário encontra-se desaparecida, após arrombamento do edifício por ladrões. No entorno da igreja, existe um bem conservado adro com uma imponente escadaria de acesso, ambos em pedra. |
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Igreja Bom Jesus do Matozinhos
A capela, localizada no alto de um morro, data de 1765, conforme inscrições em sua fachada. Restaurado na década de 1990, o templo possui uma arquitetura singela, mas abriga, em seu interior, um forro e um altar com pintura e ornamentos requintados, característicos do estilo Rococó. A cena bíblica de Cristo, Maria e os apóstolos no descendimento da cruz, retratada no forro, é atribuída a mestres do Barroco mineiro. Chamam atenção os anjos que se vestem à moda francesa da época, com perucas e joias. A imagem devocional do Bom Jesus tem mais de 200 anos. |

Sede dos Canarinhos de Itabirito
O edifício, construído em 1771, é a sede do coral Canarinhos de Itabirito. Considerado um dos mais belos exemplares da arquitetura residencial de Itabirito, foi utilizado, entre as décadas de 1960 e 1980, como Museu do Ferro. A fachada preserva características originais, como a porta de duas folhas e o telhado, que possui um beiral em cimalha. O interior sofreu algumas adaptações, mas ainda conserva pisos de tabuado corrido e forros de esteira. No quintal, ainda existem ruínas de uma antiga senzala, onde viveram escravos trazidos para a exploração do ouro, e inúmeras jabuticabeiras. |
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Rua do Rosário
O mais importante e preservado conjunto arquitetônico de Itabirito está localizado no centro histórico da cidade. A antiga Rua Direita, que liga a Matriz da Boa Viagem à Igreja do Rosário, é formada por expressivos casarões do período colonial, tombados pelo patrimônio histórico municipal. Eles se caracterizam por uma arquitetura de estilo rural, porém construída no núcleo urbano. Com dois pavimentos, as edificações trazem largas varandas, que lembram as antigas fazendas mineiras. O calçamento da rua, do século XVIII, é também de grande importância cultural, graças ao seu traçado, volumetria e pavimentação. |
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Rua Sete de Setembro
A rua integra o núcleo histórico de Itabirito, sendo um importante canal de comunicação entre o bairro da Boa Viagem e o alto do Matozinhos. O local concentra algumas edificações do período colonial e ainda preserva dois Passos da Paixão de Cristo. O maior destaque do conjunto é o calçamento em capistrana e sarjeta em lajes de pedra, que mantém traçado, volumetria e pavimentação originais. |

Núcleo Histórico da Estação Ferroviária
A estação foi fundada em 1888 com a finalidade de conectar Itabirito a uma rede de escoamento de mercadorias estendida até o litoral do Rio de Janeiro. Funcionou como transporte de carga (principalmente minério de ferro) e de passageiros, até os anos 1980, quando foi concluída a Ferrovia do Aço. Durante alguns anos, os prédios foram abandonados. No início do século XXI, a prefeitura adquiriu os imóveis da antiga RFFSA e realizou uma grande reforma arquitetônica e paisagística no local, transformando-os em uma importante área de lazer para a população itabiritense e no principal cartão postal da cidade. O complexo turístico é composto pelo prédio da Biblioteca Pública, o Centro de Referências e Informações Turísticas, loja de artesanato e espaço para eventos culturais e artísticos. |
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Região Central
Além, do Complexo Turístico da Praça da Estação, podem ser destacados alguns importantes prédios que compõem o acervo de bens históricos da região central de Itabirito, como Cine Teatro Pax (1958), o prédio da antiga Confederação Católica do Trabalho (1922), o casario da rua Dr. Guilherme (início do século XX), a casa de família Gonçalves [foto] (década de 1910), a Companhia Industrial Itabira do Campo (1892), o colégio CEMI (1939) e o Quartel da Polícia Militar (antigo prédio da prefeitura municipal, início do século XX). |
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Forno Siderúrgico e Bairro Esperança
Um impressionante monumento construído em pedra e carcaça de aço, na entrada da VDL Siderurgia, em Itabirito, é uma cópia do que é considerado o primeiro forno siderúrgico no Brasil. Sua construção é datada de 1910, quando a empresa chamava-se Usina Esperança e foi um dos embriões da moderna indústria mineira. O atual monumento homenageia o engenheiro Queiroz Júnior, seu criador, considerado um dos principais industriais brasileiros do início do século XX. No seu entorno, ainda preservam-se prédios da antiga usina, de 1889, a vila dos operários, a estação ferroviária e o cemitério com túmulos em ferro fundido. |

São Gonçalo do Bação
Distrito de Itabirito, localizado a 13 km do centro da cidade. O arraial surgiu no século XVIII, durante a exploração do ouro e, depois, passou a ser roteiro de tropeiros que iam de Vila Rica (atual Ouro Preto) para outros lugarejos do estado. Seu mais antigo edifício é a igreja de São Gonçalo do Bação, iniciada em 1740. Apesar de ter passado por várias reformas, a igreja conserva altares e imagens originais, recentemente restauradas. O lugarejo, com aproximadamente 1.000 habitantes, leva uma vida culturalmente ativa. O Grupo de Teatro São Gonçalo do Bação, formado por moradores, apresenta-se em vários pontos do estado, encenando fatos históricos, resgatando os valores culturais e sociais da região. Durante a segunda quinzena de julho, o grupo promove o tradicional festival de inverno. Nas redondezas, encontram-se alguns dos melhores hotéis e pousadas de Itabirito. Por causa de sua bela paisagem e das famosas cachoeiras, atrai muitos turistas e sitiantes. |
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Sítio Histórico de Acuruí
Localizado a 25 km de Itabirito, o distrito de Acuruí (em tupi-guarani “rio das pedras”) foi fundado em 1702 e possui aproximadamente 3.000 habitantes. A localidade, situada entre as cidades de Sabará e Ouro Preto, próxima ao rio das Velhas, está inserida em um dos eixos da Estrada Real. A antiga freguesia foi uma importante área de extração aurífera durante a primeira metade do século XVIII. Seu núcleo histórico, recentemente tombado, possui várias edificações históricas, com destaque para as igrejas de Nossa Senhora da Conceição e de Nossa Senhora do Rosário, além de um casario regular e muros de pedra. Destacam-se, no distrito, a represa de Rio das Pedras, administrada pela Cemig, e o balneário de mesmo nome, que abriga uma importante área de lazer. Todo mês de janeiro, o distrito promove o Festival de Verão do Acuruí. |
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Pico de Itabirito e Mina Cata Branca
O pico de Itabirito, com altitude de 1.568m, fica a aproximadamente 10 km do centro da cidade. O monumento natural é formado por 300 milhões de toneladas de minério de ferro de ótimo teor, administrado pela mineradora Vale. Apesar de sua extração e de sua importância econômica para o município, o pico é tombado pelo patrimônio histórico estadual e municipal, por causa da de sua referência histórica no início da colonização de Minas Gerais, quando os bandeirantes se orientavam por ele para alcançar as minas de ouro da região. Em seu entorno, está a extinta mina de ouro de Cata Branca, que ruiu em 1844, soterrando vários funcionários. Cerca de 450 escravos trabalharam no local em seu apogeu. Restaram, dessa época, ruínas, máquinas, documentos e objetos. Seu sítio arqueológico está sendo pesquisado e mapeado para futura transformação em um ponto de visitação turística. |